A leitura de textos históricos nas aulas de Literatura é tão comum quanto nas aulas de História, mas pouco se fala da importância de se reconhecer o texto didático como discurso. Peter Burke, escritor e teórico da História Nova, mostra o quão próximos estão os textos da História e da literatura justamente por aquilo que tem em comum: o discurso.
O discurso é a construção, representação simbólica (BURKE,1992). Já o texto pode ser compreendido como um tecido feito de palavras, uma sequência de vocábulos organizados logicamente para fazer um sentido, podendo vir acompanhado de ilustrações, gráficos ou tabelas.
A leitura solicita imensa participação do leitor, pois, se o autor apresenta um texto lacunoso e incompleto (...) é preciso que o leitor o complete, produzindo uma série de inferências(p.207); a leitura é uma atividade na qual se levam em conta as experiências e os conhecimentos do leitor (p.202).
A leitura é uma atividade baseada na interação autor - texto leitor, nesse processo faz-se necessário considerar a materialidade linguística do texto (p.205). Portanto, o conhecimento sobre a diferença entre discurso e texto fornece o trampolim necessário para que a leitura de textos de áreas especificas seja feita de modo mais sistematizado e crítico. Deixamos abaixo um link de uma aula do professor David Bandian muito interessante sobre o tema da aproximação entre Literatura e História na perspectiva da Escola Nova, como sugestão.
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